Top Ad unit 728 × 90

Últimas publicações

recent

«Não há nada mais pernicioso para um intelectual católico que o desejo de estar de bem com o mundo»



Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

Pe. Alfredo Sáenz, S.J. (Buenos Aires, 1932), ingressou aos 17 anos na Companhia de Jesus, e obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo de São Miguel (Buenos Aires), e na Pontifícia Universidade de Santo Anselmo (Roma) recebeu o doutorado em Teologia, com especialização em Sagrada Escritura.

São numerosos os livros e artigos já publicados. Dedicou-se também intensamente à pregação de retiros e exercícios espirituais. Atualmente, é professor de Dogma e de Patrística na Faculdade de Teologia de São Miguel, em Buenos Aires.

Ao receber na UCALP o doutorado honoris causa [em outubro de 2012], Pe. Alfredo Sáenz pronunciou uma conferência com o título “A missão do intelectual católico hoje”. Nela, afirmou que:

«O intelectual católico deverá conhecer o melhor possível as distintas correntes filosóficas que, partindo de Descartes, culminaram no marxismo e na Nova Ordem Mundial. Porém, deverá conhecer melhor ainda a filosofia perene, que encontra uma magnífica concreção no pensamento de Santo Tomás. Tal será seu ponto de referência, que lhe permitirá pronunciar um juízo sobre toda filosofia que se aparta do reto caminho até o ser».

«O filósofo cristão», afirmou, «não pode ser um mero espectador do devenir filosófico, nem um admirador das filosofias em voga», e acrescentou que «seu ofício não consistirá só em conhecer diversas filosofias, mas também em julgá-las».

Para o Padre Sáenz, «não há nada mais pernicioso para um intelectual católico que o desejo de estar de bem com o mundo, diluindo inconsideradamente a verdade, poupando a verdade, embora o faça com a intenção de que esta seja aceita». «Mais ainda», disse o sacerdote, «o intelectual católico deverá estar disposto a enfrentar a má vontade. Santo Agostinho, esse cunhador de frases imortais, o disse de maneira incisiva: a verdade engendra o ódio».

O religioso explicou que «é certo que Cristo, por sua ação redentora, foi amado como nenhum outro na história. Porém, ao mesmo tempo, ao concentrar em si, encarnando-a, a plenitude da verdade – “Eu sou a verdade” – concentrou também sobre si o ódio do mundo, do espírito do mundo, que não só o levou à cruz, mas que continua perseguindo-o até o fim dos séculos».

«E não só a Ele», prosseguiu, «mas a todos os que querem afirmar a verdade; persegue a Ele neles. O mundo persegue aqueles que defendem a verdade, porque os vê distintos, e sua presença já constitui uma espécie de reprovação implícita ao mundo».

As obras do Pe. Sáenz estão quase todas publicadas na Argentina. A Fundação Gratis Date publicou na Espanha três de seus escritos: Arquetipos cristianos, La Cristiandad: Una realidad histórica e El Apocalipsis según Leonardo Castellani.
«Não há nada mais pernicioso para um intelectual católico que o desejo de estar de bem com o mundo» Reviewed by Renitência on quinta-feira, outubro 24, 2013 Rating: 5
Todos os direitos reservados — Renitência © 2013—2018
Hospedado no Blogger. Desenvolvido por Sweetheme.

Entre em contato conosco

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.