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Islã e cristianismo. Onde o diálogo tropeça

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

Roma, 30 de dezembro de 2013 – Na mensagem “ubi et orbi” de Natal, o papa Francisco elevou esta oração: “Vós, Senhor da vida, protegei todos aqueles que são perseguidos por causa do vosso nome”.

E no Angelus da festa de Santo Estêvão, o primeiro dos mártires, novamente orou “pelos cristãos que são vítimas de discriminações por causa do testemunho prestado a Cristo e ao Evangelho”.

Mais de uma vez o papa Jorge Mario Bergoglio manifestou sua tristeza pela sorte dos cristãos na Síria, no Oriente Médio, na África e em outros lugares do mundo, onde quer que sejam perseguidos e mortos, muitas vezes “por ódio à fé” e por obra dos muçulmanos.

A tudo isto o papa respondeu invocando incessantemente “o diálogo como contribuição para a paz”.

Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, de 24 de setembro [de 2013], o mais importante dos documentos até agora publicados por ele, Francisco dedicou ao diálogo com os muçulmanos os dois parágrafos seguintes:

252. Neste tempo, adquire grande importância a relação com os crentes do Islão, hoje particularmente presentes em muitos países de tradição cristã, onde  podem celebrar livremente o seu culto e viver integrados na sociedade. Não se deve jamais esquecer que eles «professam seguir a fé de Abraão, e conosco adoram o Deus único e misericordioso, que há de julgar os homens no último dia». Os escritos sagrados do Islão conservam parte dos ensinamentos cristãos; Jesus Cristo e Maria são objeto de profunda veneração e é admirável ver como jovens e idosos, mulheres e homens do Islão são capazes de dedicar diariamente tempo à oração e participar fielmente nos seus ritos religiosos. Ao mesmo tempo, muitos deles têm uma profunda convicção de que a própria vida, na sua totalidade, é de Deus e para Deus. Reconhecem também a necessidade de Lhe responder com um compromisso ético e com a misericórdia para com os mais pobres.

253. Para sustentar o diálogo com o Islão é indispensável a adequada formação dos interlocutores, não só para que estejam sólida e jubilosamente radicados na sua identidade, mas também para que sejam capazes de reconhecer os valores dos outros, compreender as preocupações que subjazem às suas reivindicações e fazer aparecer as convicções comuns. Nós, cristãos, deveríamos acolher com afeto e respeito os imigrantes do Islão que chegam aos nossos países, tal como esperamos e pedimos para ser acolhidos e respeitados nos países de tradição islâmica. Rogo, imploro humildemente a esses países que assegurem liberdade aos cristãos para poderem celebrar o seu culto e viver a sua fé, tendo em conta a liberdade que os crentes do Islão gozam nos países ocidentais. Frente a episódios de fundamentalismo violento que nos preocupam, o afeto pelos verdadeiros crentes do Islão deve levar-nos a evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência.

Os comentários à Evangelii Gaudium têm dado pouca atenção a esses dois parágrafos.

Poucos, por exemplo, têm notado o insólito vigor com o qual o papa Francisco reclama também nos países muçulmanos aquela liberdade de culto que os crentes do Islã desfrutam nos países ocidentais.

Os que deram evidência a esta “coragem” do Papa – como o jesuíta e islamólogo egípcio Samir Khalil Samir – têm no entanto observado que ele se limitou a pedir somente a liberdade de culto, silenciando-se sobre aquela privação da liberdade de converter-se de uma religião à outra, que é o verdadeiro ponto dolente do mundo muçulmano.

Padre Samir leciona em Beirute, Roma e Paris. É autor de livros e ensaios sobre o Islã e sobre sua relação com o cristianismo e com o Ocidente, o último publicado este ano pela EMI com o título: Quelle tenaci primavere árabe. Durante o pontificado de Bento XVI, foi um dos especialistas mais ouvidos pelas autoridades vaticanas e pelo próprio papa.

No dia 19 de dezembro, publicou por meio da agência Asia News, do Pontifício Instituto para as Missões Exteriores, uma extensa nota comentando os trechos da Evangelii Gaudium dedicados ao Islã.

Um comentário com duas partes. Na primeira, padre Samir destaca “as muitas coisas positivas” ditas pelo papa Francisco sobre o tema.

Mas na segunda parte ele salienta os limites. Com rara franqueza.

Deixo aqui esta segunda parte do seu comentário. [A nota completa pode ser lida, em italiano, no portal AsiaNews. NdT].

*    *    *

PONTOS DA EVANGELII GAUDIUM QUE REQUEREM ESCLARECIMENTO

Por Samir Khalil Samir

1. Os muçulmanos “adoram conosco o Deus único e misericordioso” (n. 252)

Esta frase deve ser tomada com cautela. É verdade que os muçulmanos adoram um Deus único e misericordioso. Mas esta frase sugere que as duas concepções [cristã e muçulmana] de Deus são iguais. No entanto, no cristianismo Deus é Trindade em sua essência, pluralidade única do amor. É um pouco mais que só clemência e misericórdia. Temos duas concepções bastante diversas da unicidade divina. A muçulmana caracteriza Deus como inacessível. A visão cristã da unicidade trinitária sublinha que Deus é amor que se comunica: Pai-Filho-Espírito, ou Amante-Amado-Amor, como sugeria Santo Agostinho.

Então, o que significa a misericórdia do Deus islâmico? Que Ele pratica misericórdia com quem quer, e não a pratica com quem não quer. “Deus faz entrar em Sua misericórdia a quem Ele quer” (Alcorão 48:25). Estas expressões se encontram de modo quase literal no Antigo Testamento (Êxodo 33:19). Mas não se chega nunca a dizer que “Deus é Amor” (1 João 4:16), como se exprime São João.

A misericórdia no caso do Islã é aquela do rico que se inclina aos pobres e lhes concede alguma coisa. Mas o Deus cristão é Aquele que desce ao pobre para elevá-lo ao seu nível; não mostra a sua riqueza para ser respeitado (ou temido) pelos pobres: doa a si mesmo para fazer viver os pobres.

2. “Os escritos sagrados do Islão conservam parte dos ensinamentos cristãos” (n. 252)

É verdadeira em certo sentido, mas [a frase] também pode ser ambígua. É verdade que os muçulmanos assumem palavras ou fatos dos Evangelhos canônicos; por exemplo, a história da Anunciação é contada quase literalmente nos capítulos 3 (A Família de Imran) e 19 (Maria).

Porém, mais frequentemente, o Alcorão se inspira nos contos piedosos dos evangelhos apócrifos, e [os muçulmanos] não extraem o sentido teológico que se encontra neles e não dão a estes fatos ou palavras o sentido que têm na realidade, não por malícia, mas por não terem a visão global da mensagem cristã.

3. A figura de Cristo no Alcorão e no Evangelho (n. 252)

O Alcorão se refere a “Jesus e Maria, [que] são objeto de profunda veneração”. Para dizer a verdade, Jesus não é um objeto de veneração na tradição muçulmana. No entanto, em relação a Maria, pode-se falar de uma veneração, especialmente por parte das mulheres muçulmanas, que voluntariamente vão aos lugares de peregrinação mariana.

A ausência de veneração a Jesus Cristo se explica provavelmente pelo fato de que, no Alcorão, Jesus é um grande profeta, famoso por seus milagres a favor da humanidade pobre e enferma, mas não é igual a Maomé. Só por parte dos místicos se pode notar uma certa devoção – eles O chamam também de “Espírito de Deus”.

Na realidade, tudo o que se diz de Jesus no Alcorão é o oposto dos ensinamentos cristãos. Ele não é o Filho de Deus: é um profeta, e só. Não é nem mesmo o último dos profetas, porque o “selo dos profetas” é Maomé (Alcorão 33:40). A Revelação cristã é vista apenas como um passo para a revelação final trazida por Maomé, ou seja, o Islã.

4. O Alcorão se opõe a todos os dogmas cristãos fundamentais

A figura de Cristo como a segunda pessoa da Trindade é condenada. No Alcorão, se diz de modo explícito aos cristãos: “Ó Povo do Livro! Não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros. Não digais: ‘Trindade!’ Abstende-vos disso, que será melhor para vós. Sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho” (Alcorão 4:171). Os versículos contra a Trindade são muito claros e não necessitam de tantas interpretações.

O Alcorão nega a divindade de Cristo: “Ó Jesus, filho de Maria! Foste tu quem disseste aos homens: ‘Tomai a mim e a minha mãe por duas divindades, em vez de Deus’?” (Alcorão 5:116). E Jesus nega!

Finalmente, no Alcorão é negada a Redenção. Até mesmo se afirma que Jesus Cristo não morreu na cruz, mas foi crucificado um sósia seu: “Embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado” (Alcorão 4:157). Desta forma, Deus salvou Jesus da maldade dos judeus. Mas então Cristo não salvou o mundo!

Em suma, o Alcorão e os muçulmanos negam os dogmas essenciais do cristianismo: a Trindade, a Encarnação e a Redenção. Deve-se acrescentar que este é o seu direito mais absoluto! Mas não se pode agora dizer que “os escritos sagrados do Islão conservam parte dos ensinamentos cristãos”. Deve-se simplesmente falar do “Jesus corânico”, que não tem nada a ver com o Jesus dos Evangelhos.

O Alcorão fala de Jesus porque pretende concluir a Revelação de Cristo para exaltar Maomé. De resto, vendo como Jesus e Maria estão no Alcorão, percebemos que eles não fazem mais do que aplicar as orações e o jejum de acordo com o Alcorão. Maria é certamente a figura mais bela entre todas as apresentadas no Alcorão: é a Mãe Virgem, a quem nenhum homem jamais tocou. Mas não pode ser a Theotokos; acima de tudo, é uma boa muçulmana.

O PONTO MAIS DELICADO

1. A ética no Islã e no cristianismo (n. 252)

A última frase deste parágrafo da Evangelii Gaudium diz, falando dos muçulmanos: “[Eles] reconhecem também a necessidade de Lhe responder [a Deus] com um compromisso ético e com a misericórdia para com os mais pobres”. Isto é verdade, e a piedade para com os pobres é uma exigência do Islã.

Mas há uma dupla diferença, me parece, entre a ética cristã e a muçulmana.

A primeira é que a ética muçulmana não é sempre universal. Trata-se frequentemente de ajuda interna, dentro da comunidade islâmica, enquanto que a obrigação de ajuda na tradição cristã é de per si universal. Nota-se, por exemplo, quando há uma catástrofe natural em alguma região do mundo, que os países de tradição cristã ajudam sem considerar a religião de quem é ajudado, enquanto países muçulmanos riquíssimos (aqueles da Península Arábica, por exemplo) não o fazem neste caso.

A segunda é que o Islã liga a ética à legalidade. Quem não jejua durante o mês do Ramadã comete um crime e vai para a cadeia (em muitos países). Se [o muçulmano] observa o jejum previsto, do amanhecer ao anoitecer, é perfeito – mesmo se depois do pôr do sol come até o amanhecer do dia seguinte, mais e melhor que o que come habitualmente: “comem-se as melhores coisas e em abundância”, como me diziam alguns amigos egípcios muçulmanos. Parece que não há outro significado no jejum senão o de obedecer à lei mesma do jejum. O Ramadã se converte no período em que os muçulmanos comem mais, e comem as coisas mais deliciosas. No dia seguinte, uma vez que ninguém dormiu para comer, ninguém trabalha. No entanto, do ponto de vista formal, todos jejuaram por várias horas. É uma ética legalista: se faz isto, está certo. Uma ética exterior.

O jejum cristão é, em vez disso, algo que tem por finalidade aproximar-se intimamente do sacrifício de Jesus, na solidariedade com os pobres, e não há nenhum momento em que se recupera o que não se comeu.

Se alguém aplica a lei islâmica, tudo está em ordem. O fiel não procura ir além da lei. A justiça é exigida por lei, mas não é superada. Por isso, não está no Alcorão a obrigação do perdão. De modo contrário, Jesus no Evangelho pede para perdoar de modo infinito (“setenta vezes sete”: cfr. Mateus XVIII, 21-22). No Alcorão, a misericórdia não leva nunca ao amor.

O mesmo vale para a poligamia: pode-se ter até quatro esposas. Se um muçulmano desejar ter uma quinta, basta repudiar uma das que já tem, talvez a mais velha, e tomar uma esposa mais jovem. Ao ter sempre apenas quatro esposas, o muçulmano está na perfeita legalidade.

Há também o efeito contrário, por exemplo, para a homossexualidade. Em todas as religiões, é um pecado. Mas para os muçulmanos, também é um crime que deve ser punido com a morte. No cristianismo é um pecado, mas não um crime. A razão é óbvia: o Islã é religião, cultura, sistema social e político; é uma realidade integral. E é exatamente assim no Alcorão. O Evangelho distingue, no entanto, claramente a dimensão espiritual e ética da dimensão sociocultural e política.

O mesmo vale para a pureza, como Cristo explica claramente aos fariseus: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem” (Mateus XV, 11).

2. “Os fundamentalismos de ambos os lados” (n. 250 e 253)

Finalmente, há dois aspectos que gostaria de criticar. O primeiro é aquele em que o Papa reúne todos os fundamentalismos. No n. 250 se diz: “Uma atitude de abertura na verdade e no amor deve caracterizar o diálogo com os crentes das religiões não-cristãs, apesar dos vários obstáculos e dificuldades, de modo particular os fundamentalismos de ambos os lados”.

O outro é a conclusão do capítulo sobre a relação com o Islã, que termina com esta frase: “Frente a episódios de fundamentalismo violento que nos preocupam, o afeto pelos verdadeiros crentes do Islão deve levar-nos a evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência” (n. 253).

Pessoalmente, eu não colocaria os dois fundamentalismos no mesmo plano: os fundamentalistas cristãos não carregam armas; o fundamentalismo islâmico é criticado, sobretudo e precisamente, pelos próprios muçulmanos, porque este fundamentalismo armado busca reproduzir o modelo maometano. Em sua vida, Maomé fez mais de 60 guerras; ora, se Maomé é o modelo excelente (como diz o Alcorão 33:21), não surpreende que certos muçulmanos usem sua violência à imitação do Fundador do Islã.

3. A violência no Alcorão e na vida de Maomé (n. 253)

Por fim, o papa menciona a violência no Islã. No parágrafo 253 se diz: “o verdadeiro Islão e uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência”.

Esta frase é belíssima, e exprime uma atitude muito benevolente do papa em relação ao Islã. Parece-me, no entanto, que exprime mais um desejo que uma realidade. Que a maioria dos muçulmanos possa ser contrária à violência, é bem possível. Mas dizer que “o verdadeiro Islão opõem-se a toda a violência”, não me parece verdade: a violência está no Alcorão. Dizer, pois, que “uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência” requer muita explicação. Basta lembrar os capítulos 2 e 9 do Alcorão.

É verdade, no entanto, aquilo que o pontífice afirma sobre o fato de que o Islã necessita de uma “interpretação adequada”. Este caminho foi percorrido por uma minoria de estudiosos, que tenta reinterpretar os textos corânicos que falam da violência, mostrando que eles estão ligados ao contexto da Arábia da época e estavam no contexto da visão político-religiosa de Maomé.

Se o Islã quer permanecer hoje nesta visão ligada ao tempo de Maomé, então sempre haverá violência. Mas se o Islã – e há vários místicos que têm feito – quer encontrar uma espiritualidade profunda, então a violência não é aceitável.

O Islã encontra-se diante de uma encruzilhada: ou a religião é um caminho para a política e para uma sociedade politicamente organizada, ou a religião é uma inspiração para viver com mais plenitude e amor.

Aqueles que criticam o Islã em relação à violência não fazem uma generalização injusta e odiosa: mostra as questões presentes, vivas e sangrentas no mundo muçulmano.

No Oriente se compreende muito bem que o terrorismo islâmico é motivado religiosamente, com citações, orações e fatwas [pronunciamento legal emitido por uma autoridade em lei islâmica. NdT] por parte dos Imãs [autoridade religiosa do Islã. NdT]  que fomentam a violência. O fato é que no Islã não há nenhuma autoridade central, que corrija as manipulações. Isto significa que cada Imã pode se autoproclamar um Mufti, uma autoridade nacional, que pode emitir julgamentos inspirados pelo Alcorão, a fim de ordenar a morte.

CONCLUSÃO: UMA “INTERPRETAÇÃO ADEQUADA DO ALCORÃO”

Para concluir, o ponto realmente importante é aquele da “interpretação adequada”. No mundo muçulmano, o debate mais forte – que é também o mais proibido – é justamente aquele sobre a interpretação do livro sagrado. Os muçulmanos acreditam que o Alcorão caiu sobre Maomé, completo, na forma que o conhecemos. Não existe o conceito de inspiração do texto sagrado, o que deixa espaço a uma interpretação do elemento humano presente na palavra de Deus.

Tomemos um exemplo. Na época de Maomé, com as tribos que viviam no deserto, a punição para um ladrão era a amputação da mão. Para que servia? Qual era o propósito desta pena? Não permitir que o ladrão roubasse novamente. Agora, devemos perguntar: como podemos hoje preservar este propósito – que o ladrão não roube novamente? Podemos usar outro método ao invés da amputação da mão.

Hoje todas as religiões têm este problema: como reinterpretar o texto sagrado, que tem um valor eterno, mas que remonta a séculos ou milênios?

Quando encontro amigos muçulmanos, eu deixo claro o fato de que hoje em dia é necessário interrogar-se sobre o “propósito” (maqased) que tinham as indicações do Alcorão. Os teólogos e os juristas muçulmanos dizem que se deve procurar os “propósitos da Lei divina” (maqasid al-shariah). Esta expressão corresponde ao que o Evangelho chama “o espírito” do texto, em oposição à “letra”. Devemos buscar a intenção do texto sagrado do Islã.

Diversos estudiosos muçulmanos falam sobre a importância de descobrir “o propósito” dos textos corânicos para adequar o texto corânico ao mundo moderno. E isto, parece-me, é muito parecido com o que o Santo Padre pretende sugerir ao falar de “uma interpretação adequada do Alcorão”.
Islã e cristianismo. Onde o diálogo tropeça Reviewed by Renitência on sábado, janeiro 04, 2014 Rating: 5
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