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Medjugorje, o veredito está próximo. A comissão: «Nenhuma fraude»



Vatican Insider | Por Giacomo Galeazzi e Andrea Tornielli
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

O veredito da Igreja sobre o fenômeno de Medjugorje se aproxima. A comissão de inquérito criada em março de 2010 e presidida pelo cardeal Camillo Ruini concluiu o seu trabalho. Padre Federico Lombardi confirmou que na sexta-feira foi realizada a última reunião da comissão, e agora, «como previsto, o resultado do estudo será submetido à Congregação para a doutrina da fé», comandada pelo Prefeito Gerhard Müller.

Os interrogatórios dos seis videntes e de tantas outras testemunhas, as histórias das pessoas envolvidas, as avaliações, as reflexões teológicas sobre as mensagens: todo o material, sintetizado em um relatório final, foi colocado à disposição do ex Santo Ofício e será cuidadosamente avaliado juntamente com outros documentos já recolhidos ao longo dos anos pela Congregação.

Do que foi analisado, a comissão procurou centrar-se principalmente no primeiro período das aparições. Durante as investigações, não teriam surgido evidências de fraude, truques ou abusos da credulidade popular. Ao mesmo tempo, no entanto, parece improvável que se possa chegar a uma declaração definitiva sobre o caráter sobrenatural de um fenômeno ainda em curso.

Dos seis videntes de junho de 1981, à época ainda crianças ou adolescentes, três garantem receber ainda hoje as aparições quotidianas da “Rainha da paz”, sempre na mesma hora, no período da tarde, e onde quer que estejam: são Vicka (que vive em Medjugorje), Marija (que vive em Monza) e Ivan (que mora nos Estados Unidos, mas retorna à sua terra natal com frequência). Uma quarta vidente, Mirjana, recebe uma aparição a cada mês, no dia 2, enquanto que os outros dois videntes (Ivanka e Jakov) recebem uma aparição a cada ano.

Um problema que a comissão tem de resolver é a enorme quantidade de mensagens divulgadas, assim como o prenúncio de sinais extraordinários e de segredos, que os videntes ainda não quiseram revelar à autoridade eclesiástica.

Alguns comissários ressaltaram a necessidade de uma mudança de ritmo no cuidado pastoral de milhões de fiéis que de todo o mundo vão a Medjugorje. A comissão (e o próprio cardeal Ruini através de viagens de pessoas próximas a ele) foi capaz de verificar que as conversões e a reaproximação aos sacramentos – isto é, aquilo que a Igreja define como “frutos espirituais” – são reais e significativos.

Mas isto por si só não exprime uma sentença da Igreja sobre a natureza sobrenatural das aparições. Na realidade, nos últimos meses, o Prefeito Müller advertiu os bispos dos EUA para manter um olhar atento sobre os encontros realizados pelos videntes de Medjugorje: manifestações públicas com uma grande quantidade de aparições no calendário. Com expressões eloquentes, o Papa Francisco disse, durante a missa na casa Santa Marta no último dia 14 de novembro, que Maria «é Mãe, não é chefe dos correios para enviar mensagens todos os dias». Palavras que tomam como alvo aqueles que vivem em busca de mensagens e profecias sobre o futuro.

O bispo de Mostar, Ratko Peric, sob cuja jurisdição recai Medjugorje, é notoriamente cético sobre o fenômeno, como o era o seu predecessor. Há também o problema das relações entre o clero diocesano e os frades franciscanos em Herzegovina na época das aparições. Entre as soluções propostas no passado recente estava a restauração da antiga diocese de Trebinje, para subtrair Medjugorje do território de Mostar, bem como a possibilidade de criar um santuário mariano confiando-lhe a gestão a um reitor vindo do exterior.
Medjugorje, o veredito está próximo. A comissão: «Nenhuma fraude» Reviewed by Renitência on segunda-feira, janeiro 20, 2014 Rating: 5
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