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Núncio em Israel e a peregrinação papal à Terra Santa

Lazzarotto: Paulo VI definiu o abraço com Atenágoras como «um “golpe de arado” que soube cultivar o terreno do diálogo. O Santo Padre quer renovar esse compromisso».


Vatican Insider | Roma, 07 de janeiro de 2014
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

«Será para todos um grande momento de esperança». Assim disse à agência Sir o arcebispo Giuseppe Lazzarotto, núncio apostólico em Israel e delegado apostólico em Jerusalém e Palestina, comentando a próxima visita do papa Francisco à Terra Santa, programada para os dias 24, 25 e 26 de maio.

Referindo-se ao anúncio dado domingo pelo próprio Pontífice, monsenhor Lazzarotto lembrou que «papa Bergoglio quer fazer desta viagem uma memória do encontro de 50 anos atrás entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras. O próprio Paulo VI definiu o abraço como um “golpe de arado” que soube cultivar o terreno, até então duro, do diálogo. É bom recordar que o encontro levou, um ano depois, à declaração conjunta que cancelava as excomunhões recíprocas que remontam a quase mil anos, que deram início ao grande cisma entre Igreja do Oriente e Igreja do Ocidente».

Para o representante pontifício, «esta visita abrirá novos sulcos, na esperança de que o terreno lavrado de maneira nova e diversa possa produzir uma colheita mais abundante». «O Santo Padre – concluiu Lazzarotto – quer renovar esse compromisso. O arado do diálogo deve continuar a lavrar. Os frutos serão também de justiça e de paz. Devemos ser semeadores de esperança. É isso que o Papa quer fazer. Esperança e diálogo são os dois únicos caminhos para atingir o objetivo da paz».

Por sua parte, o patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, disse, também à agência Sir, que a peregrinação papal «será uma visita de oração, mas uma dimensão um pouco social e política é inegável, sobretudo no que diz respeito à reflexão sobre o Oriente Médio e a vida das comunidades eclesiais locais. Os esforços do papa Francisco para trazer a paz a esta região, combinados com os dos soberanos como o rei jordano Abdallah, são evidentes e contínuos», diz o patriarca, recordando também as centenas de milhares de deslocados e refugiados sírios que estão na Jordânia e nos países vizinhos. «Esperamos – acrescentou – que depois de 65 anos de violência e ocupação, israelenses e palestinos possam encontrar formas de justiça e viver em paz».
Núncio em Israel e a peregrinação papal à Terra Santa Reviewed by Renitência on terça-feira, janeiro 07, 2014 Rating: 5
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