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Semana pela unidade dos cristãos

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

Em 18 de janeiro começou a semana de oração que tradicionalmente se fazia para o retorno dos cristãos separados à unidade da Igreja Católica. Após o Concílio Vaticano II, a finalidade desta iniciativa foi totalmente distorcida em nome do ecumenismo.

Não se fala mais de retorno à unidade católica para aqueles que se apartaram, mas de encontrar uma unidade que a própria Igreja teria perdido, esquecendo-se de que ser “una” na fé, no culto e na hierarquia é uma nota teológica própria da Igreja Católica, única fundada por Jesus Cristo, e que tal nota se perde justamente separando-se desta Igreja.

O Cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, entrevistado nesta ocasião pela Radio Vaticano, reitera infelizmente os conceitos totalmente estranhos à doutrina tradicional, deixando crer que a Igreja perdeu a sua unidade em virtude daqueles que a abandonaram fundando outras religiões, como os ortodoxos, os protestantes e o próprio judaísmo que rejeitou Jesus Cristo.

São graves erros que denotam uma profunda falta de caridade para com aqueles que estão nas trevas da heresia, além de paralisarem a força sobrenatural que a Igreja tem para arrancar as almas do erro e conduzi-las à verdadeira fé e à vida sobrenatural.

Será necessário, neste propósito, recorrer ao magistério perene da Igreja, verdadeiro raio de sol na escuridão desta crise na Igreja, e reler a encíclica de Pio XI Mortalium Animos, que condena ante litteram esses falsos princípios. Pio XI, que descreveu os esforços dos “ecumênicos” de um modo que continua a ser muito atual e que resumiremos em algumas citações.

«Tendo como certo que rarissimamente se encontram homens privados de todo sentimento religioso, por isso, parece, passaram a ter a esperança de que, sem dificuldade, ocorrerá que os povos, embora cada um sustente sentença diferente sobre as coisas divinas, concordarão fraternalmente na profissão de algumas doutrinas como que em um fundamento comum da vida espiritual. Por isso costumam realizar por si mesmos convenções, assembleias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes, e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão».

«Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império. Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo».

«Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião revelada por Deus».

«Não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela».

Este é o ensinamento tradicional e perene da Igreja que nenhum Concílio ou nenhum pontífice jamais poderá mudar. Por isso é importante lembrar este ensinamento com frequência para conservar a fé nesta época em que “a fumaça de Satanás penetrou no templo de Deus”.
Semana pela unidade dos cristãos Reviewed by Renitência on sexta-feira, janeiro 31, 2014 Rating: 5
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