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Os bispos nigerianos aprovaram a lei anti-gay. Mas o Vaticano vota contra.


Ignatius Kaigama, arcebispo de Jos e presidente da conferência episcopal nigeriana.

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

30 de janeiro de 2014 – A agência internacional “Fides” é o órgão de imprensa da congregação vaticana para a doutrina da fé, e divulga todos os dias inúmeras notícias em oito línguas da África, Ásia, América latina e Oceania.

Das leis contra a homossexualidade em processo de aprovação na Nigéria e na Uganda, e em Camarões e na Tanzânia em um futuro próximo, “Fides” não havia dado notícia até ontem, apesar de essas leis terem provocado algum barulho na mídia ocidental, quase todos muito críticos, de mãos dadas com a Amnesty International e, naturalmente, com as organizações pró-gay.

No entanto, na quarta-feira, 29 de janeiro, “Fides” quebrou o silêncio. E como? Dando relevo a um editorial do “Southern Cross”, o semanário patrocinado pela conferência dos bispos católicos da África do Sul, Botswana e Suazilândia.

O editorial relançado pela “Fides” reclama que a Igreja levante a sua voz na África «contra as legalizações discriminatórias e a violência contra os homossexuais, muitos dos quais são fiéis católicos».

Curiosamente, porém, dois dias antes, o presidente da conferência episcopal da Nigéria, o arcebispo de Jos, Ignatius Kaigama, expressou-se de forma totalmente diferente a respeito da lei anti-gay promulgada em 7 de janeiro em seu país e assinada pelo presidente Goodluck Jonathan, católico.

Em uma carta ao presidente da Nigéria em nome de todos os bispos e fiéis, Kaigama definiu a nova lei como «uma corajosa e clara indicação da capacidade do nosso grande país de erguer-se em proteção dos mais altos valores da cultura nigeriana e africana em torno da instituição do matrimônio e da dignidade da pessoa humana, sem ceder à pressão internacional para promover práticas imorais de uniões homossexuais e de outros vícios correlatos».

Assegurando ao presidente Jonathan o apoio dos bispos, o arcebispo Kaigama assim prosseguiu:

«Estamos muito gratos por esta corajosa e sábia decisão, e rezaremos para que Deus continue a abençoar, guiar e proteger você e o seu governo contra a conspiração do mundo desenvolvido, que busca fazer do nosso país e continente um lixão para a promoção de todas as práticas imorais, que devastam o plano de Deus para o homem».

A carta ficou conhecida por meio do “Catholic News Service of Nigeria”, órgão da conferência episcopal nigeriana, a partir de uma correspondência de Abuja, capital do país e sede arquiepiscopal do cardeal John Olorunfemi Onaiyekan.

Deste pronunciamento, em “Fides” não se viu nem uma pista.

Quanto à tão invocada “descentralização” da Igreja em favor da autonomia das conferências locais, esta da Nigéria é um sabor que nem todos irão gostar. Nem mesmo no Vaticano, pelo que temos visto.
Os bispos nigerianos aprovaram a lei anti-gay. Mas o Vaticano vota contra. Reviewed by Renitência on sábado, fevereiro 08, 2014 Rating: 5
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