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Canonizar o santo que excomungou Dom Lefebvre

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

Novembro de 2013 – A reação de François Mauriac à notícia da canonização do Papa Pio X se traduz por estas palavras que se tornaram tristemente célebres: “Este santo não é de minha paróquia!”. Esta frase expressa toda a amargura que manteve o romancista francês, já que ele tinha muito presente a condenação do Sillon.

Embora tendo lido pouco de François Mauriac, esta é a frase que me veio à mente com o anúncio que foi feito da canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II, no consistório de 30 de setembro passado pelo Papa Francisco. Se, desgraçadamente, estes dois papas chegarem a ser canonizados, eles poderão ser considerados como santos pela Igreja conciliar, mas isto não significa que serão santos da Igreja Católica.

Dado que o segundo milagre não pôde ser encontrado para ser creditado ao Papa João XXIII, a convocação do Concílio Vaticano II foi utilizada pelo Papa Francisco como um argumento decisivo a favor de sua canonização. Contudo, este Concílio foi convocado de forma imprudente e se converteu em um desastre para a Igreja.

“Não deixa de ser certo que o Concílio foi desviado de seu fim por um grupo de conjurados e que nos é impossível entrar nesta conjuração, ainda que houvesse muitos textos satisfatórios neste Concílio. Pois os bons textos serviram para fazer aceitar os textos equívocos, minados, com armadilhas” [1], de tal modo que “o resultado deste Concílio é muito pior que o da Revolução” [2]. Onde o Papa Francisco considera que há uma razão em particular para a canonização de João XXIII, vemos, em vez disso, uma razão para culpá-lo por sua atitude e seu governo.

Quanto a João Paulo II, temos nele o Papa que excomungou Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer em 1988, excomungando, na realidade, “a Tradição católica” em nome de uma pseudo-tradição viva e equivocada.

Destas canonizações, livrai-nos, Senhor!

Mas não é só por consequência de nosso afeto filial ao nosso fundador que o anúncio da canonização nos faz rogar ao céu para que isto não se concretize. A canonização de João Paulo II significa, sobretudo, a acreditação oficial para a Igreja de toda a nova doutrina ecumênica acompanhada de atos sem sentido que ele promoveu. “João Paulo II é, sobretudo, um político filo-comunista a serviço do comunismo mundial de matiz religioso. Ele atacou abertamente todos os governos anticomunistas, e suas viagens por todo o mundo não trouxeram nenhuma renovação católica” [3].

É hora de intensificar nossas orações, e inclusive iniciar orações e jejuns públicos para suplicar ao céu que evite a vergonha da canonização destes papas que se opuseram a todos os seus predecessores. Longe de haver edificado a Igreja, eles foram seus demolidores. É claro que podemos e devemos rezar pelo descanso eterno de suas almas, mas não podemos rezar a eles. Não só é certo que eles não são de nossa paróquia, mas que também não podemos contá-los entre o número dos santos que são o orgulho e a alegria da Igreja Católica. Destas canonizações, livrai-nos, Senhor! Como acaba de dizer Dom Bernard Fellay, temos um verdadeiro modernista como cabeça da Igreja. É por isso que quer canonizar seus predecessores modernistas.

Padre Régis de Cacqueray †, Superior do Distrito da França.


*  *  *

[1] Acuso o Concílio!, p. 9.
[2] Itinerário Espiritual, p. 9.
[3] Ibid., p. 10.
Canonizar o santo que excomungou Dom Lefebvre Reviewed by Renitência on sexta-feira, junho 06, 2014 Rating: 5
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