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Em nome de Francisco


Semana, 10 de janeiro de 2015 
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitência.com 

Ele está perto de completar 100 anos de idade, e estará entre os mais velhos membros do Colégio dos Cardeais quando o Papa Francisco colocar o barrete sobre sua cabeça no próximo dia 14 de fevereiro. Estamos falando do colombiano José de Jesus Pimiento, arcebispo-emérito de Manizales há quase 20 anos.

A edição de 10 de janeiro da revista Semana traz uma breve entrevista com o neo-cardeal de 95 anos. Os temas escolhidos foram casamento gay e Cuba.

Semana: O que o senhor sentiu quando recebeu a notícia?

José de Jesus Pimiento: Surpresa. Eu não esperava essa honra porque sou uma pessoa de idade e retirada. É um sinal nobre e generoso do papa, que me estimula e reconhece o trabalho que fiz. É um consolo.

Semana: O senhor acha que Francisco o escolheu por que razão?

J. J. P.: Ele quis ressaltar aqueles que fizeram o trabalho pastoral com eficácia. Ele nos vê como modelos. Embora eu não acredite nisso, reconheço essa honra com humildade.

Semana: Qual foi o seu trabalho?

J. J. P.: Trabalhei em várias dioceses, onde incentivei o trabalho social da Igreja. Coordenei a Ação Social Católica e tive um trabalho concreto de assistência às vítimas da tragédia do [vulcão] Nevado del Ruiz. Também presidi a Conferência Episcopal em duas ocasiões, trabalhei na reforma da concordata da Santa Sé e lutei a favor da implementação do Concílio Vaticano II na Colômbia. Não consegui fazer o que queria, mas as idéias foram movidas.

Semana: E o que o senhor queria fazer?

J. J. P.: Ajudar a solucionar os problemas dos pobres com algo diferente da exploração e do capitalismo, o qual causa uma acumulação indevida de bens e gera miséria no mundo.

Semana: Será que o papa queria também enviar uma mensagem de paz para a Colômbia?

J. J. P.: Não sei se ele pensou nisso. Em todo caso, minha nomeação é um chamado para que a Colômbia compreenda, conserve e aperfeiçoe seus valores espirituais.

Semana: Como o senhor vê o papa Francisco?

J. J. P.: Ele me comoveu porque conseguiu estimular a vida da Igreja. É um pastor criativo e soube aplicar seu pensamento às necessidades do nosso tempo. Hoje estamos animados pelos valores que a humanidade necessita.

Semana: O que o senhor acha do matrimônio gay?

J. J. P.: A legislação civil comete muitos disparates. O que o Senhor e a natureza estabeleceram não se muda. O matrimônio homossexual é uma união que pode ser tolerada, mas não é matrimônio.

Semana: O que o senhor tem a dizer do trabalho do Papa no caso dos Estados Unidos e Cuba?

J. J. P.: O que ele fez não foi apenas política, mas a aplicação do evangelho à vida das nações.

Semana: O senhor irá viver no Vaticano?

J. J. P.: Não. Permanecerei onde estou, no centro de retiro Foyer de Charité de Bucaramanga, e continuarei ajudando aqueles que me buscam à procura de conselhos.
Em nome de Francisco Reviewed by Editor on quarta-feira, janeiro 21, 2015 Rating: 5
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