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Francisco: "Se xingar minha mãe, pode esperar um soco"


TN, 15 de janeiro de 2015 
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitência.com 

Nota de Renitência.com: o texto a seguir é estarrecedor, não pelo seu esquema analítico, mas pelas palavras pronunciadas à imprensa por Francisco. Palavras que nenhum outro sucessor de Pedro jamais ousou sequer pensar em dizê-las — tanto por sua leviandade como por serem estranhas à fé católica. O tempo é crítico. Continuamos assistindo a autodemolição da Esposa de Cristo iniciada no meado do século passado e continuada hoje pelo Bispo de Roma.

A bordo do avião papal a caminho das Filipinas, o papa Francisco afirmou que a liberdade de expressão tem seus limites e que não se pode provocar nem ofender a religião, ao referir-se, embora sem citá-lo, ao atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo ocorrido há oito dias em Paris.

Francisco disse que tanto a liberdade de expressão como a liberdade religiosa “são direitos humanos fundamentais”, e afirmou: “Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender”. O papa respondeu assim a uma pergunta de jornalistas franceses que viajavam com ele no avião que o levava do Sri Lanka para as Filipinas, onde chegou hoje.

Liberdade de expressão e liberdade religiosa

Sobre a questão da liberdade de expressão, o pontífice esclareceu que “é uma obrigação dizer o que se pensa para ajudar o bem comum”. “Se um senador ou um político não diz o que pensa, não colabora com o bem comum”, disse o papa.

No entanto, considerou que esta liberdade de expressão tem um limite muito claro. “Não se pode provocar, não se pode insultar a fé dos demais. Não se pode provocar os outros pela sua fé. Não pode!”, reiterou o papa. E exemplificou: “Se Gasbarri [o papa aludiu a um de seus colaboradores que estava ao seu lado no avião], grande amigo, xingar minha mãe, pode esperar um soco. É normal!”, disse, em uma declaração que provocou alguns risos, mas que podia ser interpretada como uma justificação do ataque à revista francesa.

Se Gasbarri, grande amigo, xingar minha mãe, pode esperar um soco. É normal!

Os autores do ataque contra Charlie Hebdo, os irmãos Kouachi, disseram atuar em vingança pelas freqüentes caricaturas do profeta Maomé publicadas por esta revista, e o ramo da Al-Qaeda em Yemen reivindicou posteriormente o ataque.

Francisco destacou então que “cada um tem o direito de praticar sua religião, mas sem ofender”, e ressaltou que “matar em nome de Deus é uma aberração”.

O papa falou das guerras de religião e massacres como o da Noite de São Bartolomeu (quando os católicos franceses assassinaram milhares de protestantes no século XVI), e destacou que “também nós fomos pecadores nisto”. Então reiterou que o princípio da liberdade religiosa é que “se deve fazer com liberdade, mas sem ofender, sem impor e sem matar”.

Por trás de todo atentado há um desequilíbrio humano

O papa disse também que por trás de todo atentado suicida “há um desequilíbrio humano” que é como “uma falta de respeito”, e que aqueles que o cometem carecem de “um verdadeiro equilíbrio sobre o sentido de sua vida e a dos demais”.

“Oferecem sua vida, mas não pelo bem”, acrescentou. Francisco recordou então os missionários, que “dão a vida, mas para construir”, enquanto quem se imola “dá a vida, mas para destruir”.

E sobre o uso de crianças nestas ações, como ocorreu dias atrás na Nigéria, Francisco lamentou que elas sejam usadas “de todas as maneiras, em todos os lugares, exploradas como escravas, sexualmente...”.
Francisco: "Se xingar minha mãe, pode esperar um soco" Reviewed by Editor on sábado, janeiro 17, 2015 Rating: 5
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