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Ativista pró-aborto é condecorada com medalha pontifícia


Lepanto Institute, 12 de janeiro de 2018
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

Em 12 de janeiro, notícias começaram a surgir no Twitter apontando que Lilianne Ploumen, ex-ministra do Comércio Exterior, Desenvolvimento e Cooperação da Holanda, havia sido condecorada com o título de Comendadora da Pontifícia Ordem Equestre de São Gregório Magno. O Instituto Lepanto confirmou, através de uma transmissão numa rádio holandesa, de 22 de dezembro de 2017, que Ploumen realmente recebeu a condecoração.

Em um breve vídeo, Ploumen exibe a medalha que recebeu:


Eis a tradução de parte da conversa:

BNR – E esta é a enésima condecoração que Lilianne Ploumen recebe, obtida em 2017 e vinda de quem…

Ploumen – Sim, é uma alta distinção do Vaticano; do Papa.

BNR – Do Papa!!!

Ploumen – Linda!

BNR – Sim!

Ploumen – É "Comendadora da Ordem de São Gregório".

BNR – E mesmo você sendo pró-aborto...

Ploumen – Sim, pode confirmar!

Dizer que Lilianne Ploumen é "pró-aborto" é um extremo eufemismo e nem se aproxima da realidade escandalosa de seu ativismo.

Em janeiro do ano passado, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, reintegrou a Política da Cidade do México, Ploumen fundou uma nova ONG chamada She Decides para fornecer montantes em massa de fundos para organizações que não receberiam mais os investimentos do governo norte-americano. A Política da Cidade do México proíbe automaticamente o financiamento dos EUA a organizações internacionais que realizam ou promovem o aborto.

Referindo-se à Política da Cidade do México como uma "Lei da Mordaça Global", Ploumen afirmou que a intenção da She Decides era continuar a dar apoio aos programas existentes, administrados por organizações como o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), a Federação Internacional de Planejamento Familiar e a Marie Stopes International. Segundo ela, "estes são programas bem-sucedidos e eficazes: apoio direto, distribuição de preservativos, garantia de que as mulheres sejam acompanhadas no nascimento, e garantia de que o aborto seja seguro se não tiverem outra escolha".

Em julho de 2017, o programa de Ploumen arrecadou mais de US$ 300 milhões.

Em outubro de 2017, Ploumen escreveu um artigo para o Financial Times no qual afirmou, enfaticamente, que "as políticas de retrocesso dos Estados Unidos sobre o aborto são uma calamidade para os direitos das meninas e mulheres, que o resto do mundo deve contrariar".

Ironicamente, alguns dias antes, Ploumen havia recebido o Prêmio Maquiavel "por sua campanha para o fundo de aborto seguro She Decides". O artigo sobre a homenagem indica que "o Prêmio Maquiavel é concedido a uma pessoa ou organização que o júri considera destaque em comunicação pública. Em particular, o júri elogiou a rapidez com que a She Decides foi estabelecida, e ainda por cima a nível global".

Vale ressaltar que, de 2004 a 2007, Ploumen foi Diretora de Programas e membro do conselho administrativo da CORDAID, a agência católica de ajuda humanitária dos Países Baixos que foi apanhada financiando a ONG Planned Parenthood e distribuindo anticoncepcionais.

Mas o ativismo anticatólico de Ploumen não se restringe ao aborto. Em setembro de 2017, Ploumen participou do LGBT Core Group das Nações Unidas. Como primeira palestrante do evento, Ploumen observou que "os direitos LGBT são direitos humanos". Em suas considerações iniciais, ela declarou: "Não podemos ser complacentes. [Hoje] em mais de 70 países, a homossexualidade ainda é criminalizada... o estigma contra as pessoas LGBT continua em todo o mundo".

Em 2014, Ploumen encerrou a ajuda externa à Uganda após a aprovação de um projeto de lei que proibia a sodomia e o "casamento" entre indivíduos do mesmo sexo.

Em fevereiro de 2010, Ploumen convidou ativistas LGBT a irem à missa na Catedral de São João Batista para perturbá-la com triângulos rosas contendo as palavras "Jesus não exclui ninguém". O motivo? Ela e outros ativistas pró-LGBT protestavam contra o ensino moral da Igreja em relação à homossexualidade.

A Pontifícia Ordem Equestre de São Gregório Magno foi criada em setembro de 1831 pelo Papa Gregório XVI. A honraria de adesão à Ordem é conferida aos indivíduos por seu "serviço pessoal à Santa Sé e à Igreja Católica Romana, através de seus trabalhos incomuns, seu apoio à Santa Sé e seus excelentes exemplos expostos em suas comunidades e seus países".

Resta saber qual serviço foi fornecido por Lilianne Ploumen à Igreja Católica ou à Santa Sé, tendo em vista seu firme apoio à homossexualidade, ao aborto e à contracepção. Dado que a única coisa pela qual Lilianne Ploumen foi destacada no ano passado tenha sido o estabelecimento de um fundo que fornece centenas de milhões de dólares a organizações que cometem aborto e distribuem anticoncepcionais, é difícil, se não impossível, separar sua recente condecoração pontifícia desse ato grave e escandaloso.
Ativista pró-aborto é condecorada com medalha pontifícia Reviewed by Editor on domingo, janeiro 14, 2018 Rating: 5
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