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O antropocentrismo da Gaudium et Spes



Por Monsenhor Brunero Gherardini
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

Visto que o termo é recorrente, não podemos continuar falando de antropocentrismo sem antes darmos uma breve explicação, a qual, em extrema síntese, poderia ser assim formulada: O antropocentrismo é a concepção que vê o homem no centro do universo, como valor fundamental e ponto de confluência de tudo quanto existe. Trata-se de uma concepção muito semelhante àquela de F. C. Schiller, que a fez depender da máxima protagórica pela qual o homem é a medida de todas as coisas. É a máxima a partir da qual se desenvolve ultimamente uma teoria filosófica, conhecida como Humanismo (Troiano, Ferrari, Maritain). Esta toma o homem não só como medida, mas também como valor fundamental de todo o universo, no plano teórico, antes que no plano apreciativo. Maritain acrescenta a nota, completamente insustentável, de uma discrasia entre humanismo e encarnação [1].

Não disponho de elementos para dizer, nem sequer para suspeitar, que os redatores da Gaudium et Spes e os Padres conciliares, ao redatar, discutir e votar tal documento, tiveram todos a firme intenção de sustentar o magistério conciliar em dita teoria. De fato, sem embargo, a dependência é inegável. Mesmo antes de ser elevado a alturas vertiginosas, o homem é constituído como ponto focal e objeto de todo o documento: “É o homem, portanto, e precisamente o homem integral (et quidem unus et totus), na unidade de corpo e alma, de coração e consciência, de entendimento e vontade, o fulcro de toda a exposição a seguir” (GS 3/a). A afirmada centralidade do homem, de sua realidade natural, de sua dignidade e de seu surgimento por cima de toda outra realidade de criatura; o homem em sua concreção histórica e em seu contexto social e cultural; o homem, pois, com todo o cúmulo de sua problematicidade: eis aqui o único objetivo do mais extenso documento conciliar e o único ponto de apoio – fulcro – de todo o seu conteúdo.

Quando uma tal problemática é confundida com o conceito de mistério e imersa nele – “o mistério do homem” –, a deriva antropocêntrica torna-se ainda mais evidente em prejuízo do “mistério de Cristo” que deveria iluminá-la e resolvê-la: diz-se, com efeito, que “o mistério do homem encontra a verdade sobre ele somente no mistério do Verbo encarnado” (22/a) e que a razão profunda pela qual o enigma do homem se ilumina e se resolve é o fato mesmo da encarnação, com que “o Filho de Deus se une, de certo modo, a todo homem (cum omni homine quodammodo se univit)” (22/b). Agora, se é verdade que somente no mistério do Verbo encarnado é possível descobrir a solução completa do enigma do homem, a razão dada está, por sua parte, absolutamente privada de fundamento, é insustentável, absurda.

O mistério do Verbo encarnado é, como indica a palavra, o de sua encarnação mesma, e com ela também o de sua individualidade como este sujeito que domina dois mundos distintos, o divino e o humano, n’Ele hipostaticamente unidos, graças à função que o Eu pessoal do Verbo exerce sobre a natureza humana de Cristo, identifica, integra e aperfeiçoa [2]. Ao dizer “dois mundos distintos, o divino e o humano”, a doutrina católica se refere não aos indivíduos que a eles pertencem, mas às duas naturezas ou substâncias, a divina e a humana, unidas – e ao mesmo tempo, distintas e sem confusão – na hipóstase divina do Verbo. Porém, no texto da Gaudium et Spes citado acima, a doutrina da união e da distinção está radicalmente subvertida: a união hipostática, expandida à humanidade inteira apesar da atenuação do “quodammodo”; o limite entre o divino e o humano, suprimido; a inexistente distinção entre natureza e sobrenatureza.

É, sim, verdade também que os Padres conciliares advertiram à enormidade de sua declaração, e com o método usual do dizer e não dizer propuseram um redimensionamento: recorreram efetivamente ao advérbio “quodammodo”, isto é, “de certo modo ou medida”, para atenuar o ranger de uma contradição irredutível: o Verbo haveria se unido não com a natureza humana, senão “de certo modo ou medida” com todos os singulares detentores desta natureza. Além do fato de que, na linguajem teológica, inclusive na de Santo Tomás, o advérbio “quodammodo” e o uso mesmo de “quidam-quaedam-quoddam” geralmente ser uma implícita confissão de insegurança, de indecisão, de não peremptoriedade, e acabam então por confirmar aquilo que deveriam e queriam modificar; de nenhum modo nego a intenção – de per si evidente – de suavizar a insustentável declaração; porém a declaração permanece exatamente como o que é, e como é. Mantém, embora atenuado – ainda que não se saiba em que sentido e medida – o significado de suas palavras, que é este: não estão todos presentes no Verbo encarnado, mas que o Verbo está presente em todos, estando encarnado em todos, ainda que seja de um modo indefinível. [Os Concílios de] Éfeso e Calcedônia estão, assim, suprimidos. E está eliminada a assunção da substância humana individual e perfeita da parte do Verbo. E está eliminada também a união e a distinção das duas naturezas. Com Cristo, todo o divino está já em todo o humano, porém em todo o sujeito humano. A deriva antropocêntrica do divino não poderia ter uma proclamação mais significativa que esta: “Ipse enim, Filius Dei, incarnatione sua cum omni homine quodammodo se univit”.

Poderia continuar agora citando, um após o outro, os cantos de louvor ao homem contidos na Gaudium et Spes, expressão de uma radical obsessão antropológica, que não raramente parece converter-se em uma verdadeira adoração: não direi muito, ou pelo menos não muito que seja mais significativo de quanto já expus. Não posso, todavia, renunciar a pôr em evidencia outro absurdo metafísico deste documento, o qual, in 24/c, não hesita em asseverar que o homem “in terris sola creatura est quam Deus propter seipsam voluit” [3]. O homem, portanto, é a única criatura criada por Deus por si mesma. O absurdo metafísico consiste no fato de que, se Deus cria por alguém ou por alguma coisa fora de si, ou está sujeito, ou se submete Ele mesmo. Em um e outro caso, sendo condicionado a e por algo, a e por alguém fora d’Ele, não é nem pode chamar-se Deus: não é o Absoluto, não é o Ser supremo, não é o Necessário distinto de todo o contingente. Nota-se, pois, que não se trata só de um absurdo metafísico, mas também de uma contradição interna: o citado 24/c é, de fato, contradito pelo 41/a que diz: “mysterium Dei, qui est ultimus finis hominis”, o fim último, por cima do qual não há nenhum outro, havendo criado Deus tudo por si mesmo, também ao homem. Diria, além disso, sobretudo ao homem que, enquanto dotado de inteligência, ao reconduzir a Deus o conhecimento racional da concatenação de causas e efeitos, expressa sua dependência radical d’Ele e rende glória a Seu Amor difuso. De resto, não sendo todos professores de metafísica e talvez, inclusive, não gozando todos de uma mentalidade metafísica, os Padres conciliares deveriam conhecer bem, todos, a Sagrada Escritura e abster-se de escrever uma afirmação de tal e tanta gravidade, como aquela da “única criatura criada por si mesma”: “Propter semetipsum – lê-se em Provérbios XVI, 4 – operatus est Dominus” (cfr. Det. XXVI, 19): só por si e pela expansão de sua glória externa.

Se a Gaudium et Spes houvesse pretendido sublinhar que todo o criado o quis o Criador pelo homem e que o pôs a ele como fim, de modo que o homem, vértice do criado, não fosse subordinado a outra criatura, não haveria motivo para chamar-se escândalo. Porém, não sendo este o sentido dado pelo Concílio às suas palavras, o escândalo está aí e, que escândalo! Em um Concílio ecumênico!

O documento é uma contínua sucessão de proclamações chocantes, em tal número que se torna difícil a seleção de exemplos: poderia dizer-se tolle et lege. Contudo, me parece não só oportuno, senão necessário, resaltar alguma outra coisa. Falei da confusão entre o natural e o sobrenatural. Não é coisa insignificante. É o ostracismo, embora não ostentosamente manifesto, da perspectiva teocêntrica e a porta de entrada para a perspectiva antropocêntrica. Uma troca de papéis: do cristão porque o é da Igreja, e também de cada um porque o é de toda a humanidade. Não por casualidade já o Proêmio da Gaudium et Spes alude a tal ideia, como se se tratasse de um dos temas de fundo sobre o qual o documento virá depois articulado. Podemos ler que “não há nada que seja genuinamente humano que não encontre um eco no coração” dos cristãos, cuja comunidade “se sente por isto – quapropter – verdadeira e intimamente solidária com o gênero humano e com sua história”. Se isto se referisse a uma partilha cristã de qualquer motivo de perturbação do coração do homem ou em qualquer nobre esperança sua, nada haveria que objetar; porém o solidarizar-se da Igreja, ou melhor, a sua comunicação com todo o gênero humano sobre a base da condição natural idêntica nos cristãos e nos não cristãos, esquecendo as razões sobrenaturais que a impulsionam, sim, vai de encontro a todo homem, porém só para resolver o problema fundamental: o pecado original, a correlativa questão da salvação eterna, as questões sobre uma existência alienada com as premissas do evangelho e com suas exigências de coerência evangélica [4].

O fato é que a ampliação do interesse conciliar, deixando de referir-se unicamente aos cristãos e aludindo ao homem enquanto tal, confirma a mencionada abertura à perspectiva antropocêntrica. E que tal abertura responda a uma pretensão primordial da Gaudim et Spes, está demonstrado por sua confissão direta: tanto mais significativa, esta, enquanto formulada a partir dos compassos iniciais, com um propósito evidentemente programático. Tendo declarado a vontade de abrir um diálogo com a humanidade para “pôr à sua disposição as energias de salvação [5] que a Igreja, sob a guia do Espírito Santo, recebe de Seu Fundador”, a GS 3/a – praticamente para eliminar a suspeita de um regresso ao sobrenaturalismo medieval que tais palavras podem sugerir – explode em um hino a favor do homem, em cujo valor reconhece a função de fundamento das próprias preocupações e da própria doutrina. O texto foi citado precedentemente, porém a repetição neste momento é um instrumento retórico para demonstrar a verdadeira intenção do Concílio: “É o homem, portanto, e precisamente o homem integral, na unidade de corpo e alma, de coração e consciência, de entendimento e vontade, o fulcro de toda a exposição a seguir”. Fulcro. Querendo pôr em evidência a base e o fundamento do antropocentrismo da Gaudium et Spes, não se poderia escolher palavra mais clara e eficaz.

E obviamente, junto com o homem, o mundo. Já se recordou o que queria João XXIII, o que queria Paulo VI e, já com o Concílio em fase de recepção, o que havia querido João Paulo II e o que quer o Pontífice reinante: a reconciliação da Igreja com o mundo. E também se pôs em evidência o equívoco ligado à reiteração desta frase: a Igreja não se havia feito inimiga do mundo, senão o mundo da Igreja. Daí outro equívoco: que a Igreja deseje reconciliar ao mundo consigo, como parte de sua missão, porém esta não pode exigir-lhe adaptar-se e, todavia, muito menos homologar-se com os princípios do mundo. Equívoco à parte, uma pergunta aparece como inevitável neste momento: Qual é o significado do termo “mundo” no uso da Gaudium et Spes, em seguida imitado pelo novo linguajar teológico?

A ambiguidade do termo, amplamente abrangida na Sagrada Escritura, é conhecida. Do mundo, a Escritura reconhece sua criação por Deus (At XVII, 24; Jo I, 3-10; Col I, 16; Heb I, 12) e o testemunho que o mundo rende à divina providência (At XIV, 16), porém conhece também o estado de subordinação a Satanás (I Jo V, 19) que faz o teatro através do pecado desde sua origem (Jo I, 29) e, portanto, a pedra de tropeço no caminho do Reino (Mt XVIII, 7). Sem embargo, este mesmo mundo totalmente à mercê do maligno é aquele que o Pai envolve em seu amor e ao qual faz doação de Seu Unigênito (Jo III, 16-17). A Gaudium et Spes nem ignora, nem rejeita, nem analisa tal ambiguidade; a acolhe tal qual é. Põe-se inclusive em atitude de admirada veneração ante este mundo no qual, mais além da ambiguidade, considera “a inteira família humana, com todas as realidades no meio das que vive, (...) o teatro da história da humanidade, (...) os sinais de seus esforços, de suas derrotas e de suas vitórias”, objeto “do amor do Criador” [6], submetido “à escravidão do pecado, porém libertado por Cristo crucificado e ressuscitado com a anulação da potestade do maligno e destinado, conforme o projeto de Deus, a ser transformado e a alcançar a própria realização” [7] (Gs 2/b). Se isto não bastasse, ao longo de toda a constituição pastoral, o tema do mundo é novamente confirmado e uma vez mais respeitado em sua ambiguidade de base. A Gaudium et Spes, de fato, espera que “o mundo reconheça a Igreja como realidade social da história e seu fermento”, porém se diz também consciente de quanto a Igreja “recebeu da história e da evolução do gênero humano” [8] (44/a): “Os conceitos e as línguas de diversos povos”, “a sabedoria dos filósofos”, “o intercambio vivo entre a Igreja e as diversas culturas dos diferentes povos” (44/b). Esta é uma nada desprezível ajuda que “os crentes e não crentes” oferecem à Igreja “na medida em que ela mesma depende de fatores externos”: uma ajuda e um “benefício que pode vir, inclusive, da própria oposição daqueles que a hostilizam e perseguem” (44/c). A estas alturas, para a constituição pastoral, já não há fronteiras contrapostas, e se alguém as contrapõem, serão todas, sempre, inclusive em uma eventual perseguição, um “benefício” que o mundo presta à Igreja. As extremidades se aproximaram em tal modo e a tal ponto, que chegaram já a soldar-se. O que a Igreja fez e disse, o fez e o disse ao mundo; e quando o mundo vai avançando em seu curso, o faz para benefício da Igreja.

Graças à “transformação social e cultural” que tem suas repercussões sobre todos os aspectos da convivência humana, incluindo a religiosa (4/b), a Gaudium et Spes elogia o cancelamento dos atritos do passado. A transformação, na verdade, não só repercute na condição histórica da convivência humana, já para despejar a eventualidade e a ideia mesma de uma revolução anticristã – que, não obstante, segue seu próprio caminho e não se retrai hoje do ódio contra os cristãos, infligindo-lhes uma morte violenta na cólera contra a Fé – senão que discorre segura pela via do antropocentrismo, do que o mundo, tal como vem apresentado, se converte no ambiente ideal. O ambiente, digo, donde se vive os “sentimentos amorosos”, ou o teatro no qual os “sentimentos amorosos” recitam-se. Um ambiente nunca mais limitado por cercas, mas dilatado por sua queda, segundo o ingênuo otimismo que caracterizou o discurso conclusivo de Paulo VI durante a Missa de 7 de dezembro de 1965 [9]; em tornou do já triunfante antropocentrismo que se atreve a equiparar os direitos do homem com os de Deus, o que identifica estes com aqueles e reconhece como divinos os pensamentos e projetos puramente humanos. A este respeito foi emblemático o discurso de Paulo VI, recordado acima, donde equiparou o Vaticano II ao encontro entre “a religião de Deus que se fez homem” e “a religião (porque é tal) do homem que se faz Deus”.

*   *   *

Notas (em italiano)

1. Si ricorda di F. C. S. Schiller, Humanism, philosophical essays e Studies in Humanism, l'uno del 1903 e l'altro del 1907. Di j. Maritain, è invece da ricordar il famoso Humanisme intégral, Paris 1936 (trad. it. Roma 1947), fortemente criticato da A. Messineo su “La Civiltà Cattolica” del 29 marzo 1954, pp. 663-669, a sua volta oggetto di replica da parte di G. Aceti in Vita e Pensiero 1914-1964, Vita e Pensiero, Milano 1966, pp. 512-520.

2. Val la pena, a tale riguardo, di ricordare che cosa il Magistero ecclesiastico sancì a) al Concilio di Efeso, con la dottrina dell'unione ipostatica “vera reale física”; b) e al Concilio di Calcedonia, con la dottrina dell'integrità e perfezione della natura assunta. Tutto ciò per dichiarare che in Cristo c'è una sola persona, perché c'è una sola sussistenza, quella del Verbo, la quale unisce in sé in modo reale e profondo la natura divina e la natura umana, mantenendole però integre reali e distinte. L'unione è dottrina di Efeso; la distinzione, di Calcedonia.

3. Cito in latino, perché questa lingua mantiene rigorosamente le concordanze che consentono, assai più delle lingue volgari, di stabilire l'esatto pensiero dei Padri conciliari. Dicendo che l'uomo è, sulla terra, “sola creatura quam Deus propter seipsam creavit”, cade ogni dubbio sulla finalità della sua creazione: il femminile “se ipsa” è in perfetta concordanza col femminile “sola creatura” e col pronome pure femminile “quam”; Dio è in tal modo perentoriamente escluso dalla sua finalità creatrice. Ed accontento così, con un richiamo alla legge delle concordanze, chi mi consiglia di legger attentamente l'originale.

4. E nulla dico sulla mancanza d'un collegamento logico tra la premessa d'una “più profonda penetrazione nel mistero della Chiesa” e la conseguenza del suo discorso non più rivolto “ai soli [suoi] figli, né solamente a coloro che invocano il nome di Cristo, ma a tutti indistintamente gli uomini” (GS 2/a). Parrebbe che la realtà dei non cristiani, ai quali oggi la Chiesa si rivolge, fosse la novità derivante da un più approfondito esame del suo mistero. Che cosa fu, allora, prima di codest'esame, l'evangelizzazione in genere, che cosa in special modo furon le missioni?

5. Per l'ennesima volta metto l'accento sul vezzo invalso soprattutto dal Concilio in poi di parlare d'una generica e mai precisata salvezza, con assoluta reticenza di ciò che caratterizza la salvezza cristiana ed il suo oggetto: l'accesso dal peccato alla grazia e, quindi, alla vita eterna.

6. Il testo originale porta: “Quem christifideles credunt ex amore Conditoris conditum et conservatum”: come si vede, non un'affermazione della creazione dal nulla da parte dell'amore divino che s'espande negli oggetti da esso stesso creati, ma l'aggancio di tali oggetti alla credulità dei cristiani, secondo i quali - soggettivamente, quindi - ciò che è troverebbe spiegazione nella potenza creatrice dell'amore di Dio.

7. Altra frase ermetica: il progetto di Dio prevede, dunque, il “trasformarsi” del mondo fin al “compimento” (!!!). Il testo sembra ignorare che ci si trasforma in meglio ed in peggio e che il pervenir a compimento (“ad consummationem” significa più propriamente “fin al termine”, “alla conclusione”) non ha senso se non si specifica. Così com'è, può dir tutto ed il cpntrario di tutto.

8. Ennesima sfasatura formale e logica: i termini di paragone son Chiesa e mondo, non Chiesa e genere umano.

9. Si veda il testo in Acta Synodalia sacrosancti Concilii Aecumenici II 1970-1980, Typis Vaticanis, Città del Vaticano 1970, vol. IV/7, pp. 654-662.

(Brunero Gherardini, Il Vaticano II. Alle radici di un equivoco. Lindau, 2012, pp. 185-195).
O antropocentrismo da Gaudium et Spes Reviewed by Renitência on domingo, abril 28, 2013 Rating: 5
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