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Sobre o namoro



Por Padre Elias M. Gorayeb, MLM

Primeiro Ponto
À maneira de esclarecimento

O que se entende por namoro?

Entende-se por namoro o lapso do tempo que precede ao noivado, como entendimento prévio para o casamento. Esta palavra, “namoro”, porém, não deixa de ser inconveniente em sua aplicação como errada em seu significado, seja entre a mocidade, seja entre a família, pois em seu sentido moral, não é tão elevado nem corresponde à altura da missão do casamento.

Palavras mais adequadas

A palavra mais delicada, mais fina e mais nobre que deve ser usada nesse sentido é a palavra “pretendente”, por exemplo: fulano é pretendente de fulana; outra palavra, “simpatia”, como: tal rapaz simpatiza com tal moça; pode ser aplicada também a palavra “cortejar”, usada em várias nações, como por exemplo: Maurício está cortejando Isabel...

A palavra “namoro” soa mal entre gente fina e educada.

A base da felicidade futura

Este primeiro passo para o casamento, que se chama vulgarmente “namoro”, é a base fundamental da felicidade futura dos pretendentes.

Baseando-se os jovens exclusivamente na aparência, na beleza física, no interesse material, poderão expor-se a graves riscos na vida matrimonial. Devem considerar que, além da arte decorativa do rosto, existe um cérebro, do qual depende o ideal da felicidade, e além daquele corpo elegante, existe um coração e uma vontade dos quais poderão vir todos os bens da personalidade dos jovens, ou ao contrário, poderão produzir todos os males da vida.

Fatores primordiais

Dois fatores primordiais se apresentam diante dos jovens ao conceberem a ideia do namoro: a paixão e a razão. A paixão é uma inclinação cega, movida pelo prazer e pelo gosto, e a razão é um ideal elevado para casar-se e cumprir uma missão divina na sociedade humana, constituindo uma família. A primeira leva os pretendentes aos fracassos, e a segunda os leva ao bem-estar da vida e ao cumprimento do dever. Neste sentido deve-se, pois, seguir as luzes da razão e vencer as inclinações naturais da paixão.

As duas faces do namoro

Pode-se considerar o namoro em duas faces: a primeira é boa e inspirada por Deus, e que eleva o coração além da aparência, cingindo os pensamentos para preparar os cônjuges à responsabilidade do futuro e a cumprir o Sacramento do Matrimônio.

Quanto à outra, é um namoro ilícito e arte diabólica, inventada pelo inimigo do bem humano para baixar o coração à matéria e ao prazer, dirigindo o pensamento à sensualidade e acabando no fracasso da vida.

Segundo Ponto
Condições do namoro lícito e de Deus
e as características do namoro ilícito e do Demônio

Condições do namoro bom e de Deus

1) Primeira condição do namoro de Deus: deve ser por intermédio e com pleno consentimento dos pais ou tutores, porque eles são os primeiros que desejam a felicidade de seus filhos.

2) O namoro é de Deus quando os namorados evitam toda familiaridade, liberdade ou intimidade, respeitando-se como estranhos, querendo-se como irmãos e tratando-se com muito cuidado e pouca confiança. Damos um exemplo: os bons namorados devem tratar-se como duas pessoas prontas a realizar um negócio de suma importância, dependendo de cada um, separadamente, ganhar grande fortuna ou perdê-la totalmente.

3) O namoro é bom quando começa na idade adequada e conveniente. Estudando o caso praticamente e considerando o desenvolvimento da vida moderna, achamos que o rapaz deve entrar nos trâmites do casamento na idade de 25 anos, aproximadamente, e a moça na idade de 20, podendo alterar-se um ano mais ou menos.

Um dos motivos da determinação da idade é porque a mocidade de hoje, em geral, deseja estudar e seguir carreira, sendo difícil ocupar-se nos assuntos do futuro antes de terminar o presente. Existem outros motivos, mas não é necessário pormenorizá-los nesta ligeira publicação. A experiência nos ensina que a maioria dos que namoram muito cedo fracassam, num ou noutro caso; ou não acabam os estudos, ou acabam o pretendido casamento.

4) O namoro será excelente quando seu tempo for o mais breve possível, porque a demora expõe os jovens a inumeráveis perigos. Ao nosso parecer, o namoro não deve exceder 3 meses, seguindo-se 3 meses de noivado, e depois vem a preparação para o casamento, e todo esse tempo não deve passar de um ano.

5) O namoro é de Deus quando os pretendentes consideram na sua escolha, em primeiro lugar, as virtudes da alma, a piedade do coração, a religiosidade e o temor de Deus, grandes fatores para a felicidade dos lares, porque uma pessoa que não ama a Deus e não respeita os Seus Mandamentos não poderá amar verdadeiramente uma criatura que o acompanha, nem respeitá-la continuamente.

6) O namoro é de Deus quando os jovens seguem um ideal elevado, considerando que ambos vão seguir uma vocação divina para formarem um lar, para participarem mutuamente de todos os acontecimentos da vida e para viverem unidos por toda a vida numa só alma e num só coração.

Características do namoro diabólico

As características do namoro diabólico moderno são as seguintes:

1) Começa escondido dos pais.

2) Realiza-se sempre nos portões, nas praças, nas ruas, e com preferência nos lugares afastados e escuros.

3) Executa-se de uma maneira bem artística nos cinemas e automóveis; desta forma, os namorados estarão sempre em companhia do Demônio.

4) Para esta espécie de namoro, não existe freio para as paixões.

5) Liberdade e mais liberdade, intimidades e mais intimidades, até ofender a moralidade e o pudor.

6) O namoro do Demônio não tem idade nem tempo. Pode começar desde 10 anos para não acabar nunca.

7) Os namoradores possuídos deste espírito não consideram o ideal sobrenatural do Matrimônio, nem virtude, nem religião, nem respeitam moral nem dignidade.

8) Os seguidores deste namoro só se deixam levar pelos instintos, pelas paixões e pelos prazeres ilícitos.

Assim é a maioria dos namoros da sociedade moderna.

Terceiro Ponto
Consequências dos dois namoros:
segundo Deus, ou segundo o Demônio

Consequências do namoro inspirado por Deus

1) Conserva a paz e a compreensão entre os pretendentes ao casamento.

2) Mantém e fomenta o entendimento e o amor puro entre eles.

3) Eleva o coração além da matéria, enobrece os sentimentos e dirige os pensamentos a considerar a divindade do Sacramento que vão receber (Matrimônio).

4) Esclarece a inteligência para trabalhar mais, estudar mais, tendo em vista a responsabilidade do estado que vão assumir.

5) Preserva de cair nos vícios e no pecado.

6) Confirma, cada dia mais, a vontade de chegar ao noivado e ao casamento.

7) Dá grande impulso para abreviar mais o tempo do namoro e mesmo do noivado, para chegar ao grande dia do casamento.

8) Mantém, cada dia mais, a sublime virtude da pureza no pensamento, na conversa e no modo do trato.

9) Aumenta, cada dia mais, a graça de Deus nos dois jovens.

10) Encaminha para a felicidade da vida conjugal e para a felicidade eterna.

Consequências do namoro inspirado pelo Demônio

1) Materializa os corações.

2) Precipita a mocidade no abismo dos vícios.

3) Cega a inteligência para só pensar na sensualidade.

4) Afasta do trabalho, do estudo e do dever.

5) Arrasta ao fatídico, à inquietação e ao desespero.

6) Desperta as paixões e escraviza a vontade para cair em faltas baixas.

7) Desvia o amor elevado para o amor ilícito e impuro.

8) Causa discórdia, desgosto, brigas e inimizades.

9) Leva, com toda a facilidade, a cometer grandes pecados.

10) Raramente leva à realização do casamento, e mais raramente ainda conduz a um casamento puro.

11) Afasta da graça e da ajuda de Deus, que são bases da paz futura.

12) Priva da felicidade familiar futura e mesmo da felicidade eterna.

Quarto Ponto
Os dez mandamentos do namoro

Achando útil concretizar os meios que indicam o bom caminho para um feliz matrimônio, segundo os Mandamentos de Deus, damos aos nossos queridos jovens os seguintes dez mandamentos do namoro:

1) Não pense no namoro antes de chegar à idade e às condições correspondentes ao casamento; e, chegando o namoro ou noivado, devem ser breves, não passando mais de que uns meses.

2) No caso de namoro, noivado e mesmo casamento, não considere beleza nem riqueza, nem se deixe levar pelo gosto, paixão ou outra aparência. Isto é um grande erro que poderá conduzir ao fracasso. Deve-se considerar muito mais a beleza da alma, o caráter, a virtude e outras boas qualidades de espírito.

3) Cuidado, muito cuidado em dar confiança, liberdade ou intimidade durante o namoro e mesmo o noivado. Nesta época a reserva é de suma importância, mas sempre acompanhada de bondade e cortesia, devendo respeitar-se como amigos ou verdadeiros irmãos.

4) Não confie em si mesmo na questão de namoro e casamento, nem se deixe levar pelas inclinações. Deve neste caso consultar e seguir a orientação dos maiores, como os pais. Quanto às relações de confiança, especialmente deve confiar seu empreendimento a um sacerdote, um diretor espiritual. Todas estas são medidas que podem ajudá-lo para o êxito da vida futura.

5) Os namorados devem considerar que o namoro deve ser um meio santo para um fim santo, que é o casamento. Para o êxito de ambos, devem saber que o casamento não é para satisfazer um prazer. O matrimônio é uma missão de responsabilidade grave diante de Deus, da sociedade e da própria consciência.

6) Deve saber que um namoro mole, livre e sensual será difícil de chegar a um casamento agradável e feliz. Este tal namoro, em caso de conduzir a um casamento, será acompanhado pela discórdia, pela desconfiança e pelo desgosto, e acabará pelo desquite e separação.

7) Para a nobreza e retidão do namoro, convém pensar também que o casamento é um Sacramento sagrado, instituído por Deus para a multiplicação, conservação e santificação da família e da raça humana.

Cada demasiada confiança neste sentido, cada liberdade desordenada, cada pensamento desviado é pecado grave, desmancha a pureza do casamento e priva da bênção de Deus, que é a própria felicidade.

8) Não se deixe enganar pelo exemplo de namoro da sociedade moderna. Esta atitude de namoro é um grande erro condenado por Deus, pela sociedade ciente e pela razão sã, e acabará mal. É um desvio da moral que está degenerando a personalidade humana.

9) No ideal de escolher cônjuge, tenha bem presente certas igualdades, semelhanças e aproximações, como: caráter, gênio, cultura, origem, religião, cor, idade, físico, estatura, e outras qualidades. Estas condições são grandes fatores para a harmonia e a paz da vida conjugal futura.

10) Os jovens, ao empreenderem os primeiros passos do namoro, devem ter um ideal elevado, nobre e sobrenatural; e ao chegarem à vida conjugal, devem seguir também santificando-se por uma conduta virtuosa e piedosa, servindo desta vida como meio para a vida eterna. Devem pensar sempre na felicidade eterna do Céu, muito mais que na felicidade fugaz da terra.

Felizes as moças e os rapazes que seguem os conselhos deste artigo e as verdades destes dez mandamentos.

Quinto Ponto
O namoro em seu começo

Como principia o namoro

O namoro começa ordinariamente pelo ouvido ou pelo olhar. O primeiro surge quando alguém se refere sobre as qualidades de um indivíduo. O ouvinte começa a alimentar uma esperança de um futuro namoro. Muitas vezes, comunicam-se por correspondência, escrevendo um ao outro cartas e mais cartas. Ao fim chegarão a algum resultado, ou se cansarão de escrever e tudo fracassa.

O namoro pelo olhar é muito comum. Ele começa quando os dois se encontram e, depois de um olhar de afeto, nasce uma simpatia que os conduz ao começo de um namoro.

Dois quadros do namoro

Achamos oportuno expor aos jovens dois interessantes quadros sobre o começo do namoro: um perigoso, que deve ser evitado, e outro razoável, que deve ser uma boa norma para conseguir a segurança do bem-estar futuro.

Quadro do namoro perigoso: Neste quadro, vamos apresentar aquelas comunicações ridículas e inconvenientes com as quais a mocidade começa seu namoro.

Vamos considerar que um rapaz e uma moça, encontrando-se pela primeira vez, e achando neste encontro uma simpatia recíproca, param e trocam imediatamente palavras de afeto e de amor. Começa o rapaz: “Ah! Garota...”. Responde a moça: “Ah! Meu...”. Marcam encontro para o dia seguinte... A confiança, então, é maior... Trocam conversa com mais liberdade... Juram amor por toda a vida... Para ele, aquela criatura é a mais encantadora do mundo... Para ela, aquele rapaz é uma jóia, que achou milagrosamente... Mais outro encontro que marcam na praça, no cinema ou em passeio de automóvel... Aí não existe mais limite de confiança; tudo é lícito para eles...

E por que tudo isso? Porque já são namorados... Tudo já é lícito... Que fino invento do Diabo! Acaso os pais estão a par deste passo de seus filhos, que tanto amam e desejam sua felicidade? Não, não! Ninguém sabe do que se passa! Só ele, ela, Deus e o Demônio. Este quadro é, por desgraça, a norma da mocidade que pretende ser moderna.

O quadro digno da mocidade nobre: Dissertamos, no primeiro quadro, como começa o namoro no encontro inicial. Agora, desejamos descrever este mesmo encontro, mas de uma forma muito diferente, para orientar a mocidade que deseja ser nobre e correta.

Um rapaz, por exemplo, encontrando-se pela primeira vez com uma moça que lhe agradou, neste momento, dirigi-lhe espontaneamente palavras amáveis, que certamente irão chamar a atenção da moça. Os dois trocam olhares de simpatia e de afeto.

O dever do rapaz nesta circunstância é não se deixar levar pelas aparências; mais ainda, jamais proferir palavras que tiram o bom sentir.

O dever da moça será o de retribuir a gentileza com delicadeza e muita reserva, e, achando nele fineza e elevada educação, poderá corresponder com gentis palavras, mas nunca entabular conversa fiada. Dirá ao rapaz com toda cortesia: “Agradeço-lhe a gentileza e a manifestação de apreço. Se o senhor desejar alguma coisa formal, meus pais sem dúvida terão o grande prazer em recebê-lo em nossa casa; nós moramos à Rua... Lá poderemos conversar mais à vontade, em presença de minha família, e será bom que seus pais também o acompanhe, pois assim ambas as famílias se conhecerão e se apreciarão. Desta forma, poderemos melhor nos conhecer e então falaremos de nossos projetos para o futuro”.

Esta linguagem parece estranha à mocidade moderna, porém é o caminho reto para um casamento feliz no futuro e para a formação de uma família direita e com bons princípios.

Imagine o leitor, se o rapaz e a moça pretendentes ao casamento começarem o seu namoro desta maneira familiar e de alta moral, começando pelas reuniões familiares e amizade pura, pela sinceridade e confiança mútua. Como seriam felizes, longe de todo tropeço que acompanha ordinariamente o outro namoro independente e livre!

Aqui, se o rapaz é sério e de boas intenções, fica encantado com a beleza da alma daquela moça, muito mais do que pela sua beleza física, e dirá para si mesmo: “esta sim, é a moça que serve para o meu futuro lar”, e vão formando planos para um pronto casamento.

Sexto Ponto
Esclarecendo dúvidas e respondendo perguntas

É pecado namorar?

Com muita frequência nos vêm perguntar, mesmo entre as crianças: é pecado namorar?

Vamos responder: namorar, segundo as condições prescritas neste opúsculo, por exemplo, na idade e nas condições adequadas com consentimento dos pais ou responsáveis e sem nenhuma intimidade, não é inconveniente, ao contrário, é uma nobre missão diante de Deus e da sociedade.

Mas o namoro materializado e livre é um pecado grave e mortal, que será punido com a desgraça da vida e o castigo eterno do Inferno. Esclareço mais: este pecado e este castigo aumentam mais tantas quantas forem as vezes e repetições, sendo mais graves ainda os prolongamentos dos abusos do namoro.

Digo ainda: estes pecados e os castigos de Deus recaem, também, sobre os pais ou responsáveis que descuidam de vigiar seus filhos e permitem esses namoros antes do tempo, e sem as condições necessárias.

Falemos algo sobre o beijo

Entre as perguntas comuns que certas almas de consciência delicada e viva dirigem a um diretor espiritual está a seguinte: é pecado beijar? Escute bem, querida alma, podemos bem adiantar um princípio geral: quando a consciência põe um ato em dúvida, aquele ato não será uma coisa direita e boa.

A dúvida e a inquietude que acompanham o beijo dos namorados é uma prova clara de que esse ato é pecado.

Os namorados que fazem esta pergunta para saberem se o beijo é pecado ou não, nunca fizeram tal pergunta quando foram beijados por seus pais. E por quê? A resposta é que este beijo sai de um afeto puro, e aquele originado pela paixão, pela malícia e pela dúvida, logo consiste em um pecado.

Ainda sobre o beijo

Raro, raríssimo ser o beijo entre os namorados um sinal do amor puro, e mais raro ainda ser isento de um pecado. Supondo mesmo que aquele beijo não chega a ser pecado pela primeira vez, não prescindirá de o ser na segunda ou terceira vez, sem dúvida alguma.

O beijo nesta circunstância é uma faísca capaz de originar um incêndio das paixões, encaminhando a alma para o abismo dos vícios. O beijo é a tentação do Demônio para profanar a santidade do futuro matrimônio. Citarei uma prova curiosa que demonstra bem claro a maldade pecaminosa do beijo dos namorados: este beijo nunca procede em presença dos pais ou da família, mas sim em lugares afastados e escuros, onde está sempre presente o Demônio, inimigo da mocidade e da honra.

Queixas e lamentações

Mais de uma vez temos ouvido lamentações e queixas de moças que dizem: “Namorei muito, não deixei de fazer tudo quanto podia para agradar aos meus namorados; dancei muito, quase em todos os clubes; apresentei-me sempre com toda a elegância, com todos os atrativos da pintura e dos enfeites; acompanhei meus namorados em passeios, cinemas e piqueniques. Apesar de tudo, não arranjei um casamento... Que doloroso mistério esta minha pouca sorte!”.

Prezada moça que assim falas, a resposta é muito fácil; o esclarecimento do teu mistério é este: os meios que empregaste para conseguir casamento foram exatamente aqueles que te afastaram de casar-se, porque tu dançaste muito, porque te entregaste às vaidades, aos enfeites e às aparências de encanto, porque perdeste muito tempo em passeios e futilidades, por isto mesmo é que não casaste.

Um rapaz sério, que procura verdadeiramente casar-se e constituir família, nunca procura uma bailarina nem uma moça muito atirada às vaidades, às futilidades e à perda de tempo.

É por esse motivo que existe uma infinidade de moças que destruíram a felicidade de suas vidas pelos mesmos meios com que pretendiam construir. Namoraram muito, e por isso não casaram. Eis a causa desta lamentável anarquia que domina a pavorosa crise de casamentos na sociedade moderna.

Aqui está uma prova: a mocidade de hoje namora muito, sendo poucos, pouquíssimos, os que se casam. Escutai mocidade: ou corrigirás o teu erro nessa maneira de pensar para constituir um lar, ou terás que permanecer num estado degradante, perdendo por completo a felicidade de teu futuro.

Exclamarão alguns: é difícil e impossível!

Não faltarão jovens namorados que, ao lerem as exigências do bom namoro, irão exclamar: é muito difícil, e impossível!

Respondemos a estas boas almas: certamente é difícil ter uma conduta tão nobre e tão pura durante o namoro. Certo, queridos jovens, porém não ignorem que todo ato bom e de futuro feliz é difícil e pede sacrifícios e grandes lutas. O caminho que conduz ao cume da glória é uma subida difícil, mas termina com alegria. Aquele que leva ao abismo é descida fácil, e acaba mal e em profunda tristeza.

Por isto, atentam bem, caros jovens: nada é difícil para as almas fortes que amam o sacrifício e desejam chegar à glória. Nada é impossível para uma alma de boa vontade, quando recorre a Deus com espírito de fé, religião e confiança.

A fé em Deus translada montanhas, domina os elementos da natureza e opera milagres. Ter fé em Deus com um pouco de boa vontade é triunfar do difícil e mesmo do impossível.

Sétimo Ponto
Vou terminar com as últimas expressões

Palavra final

Meus queridos jovens, moças e rapazes!

Depois de ter lido minuciosamente as páginas deste fascículo, podeis agora discernir o namoro inspirado por Deus daquele que é do Demônio.

Como considerastes ainda tantos conceitos, orientações e conselhos, sentistes, sem dúvida, algo que iluminou as vossas inteligências e tocou os vossos corações.

Certamente notastes também o erro da maioria da mocidade moderna, e o grande número dos que andam no caminho da ruína e da perdição, sob as aparências encantadoras do namoro.

Diante de tudo isso, deveis ser os apóstolos do Bem, no ambiente em que vós atuais, para ajudar a restaurar os bons costumes de uma mocidade excelente, porém errada. Trabalhai energicamente com os vossos conselhos, exemplos e orações, com a intenção de que a mocidade moderna conheça bem o grande mal em que se está arrastando devido ao namoro de hoje.

Rogai a Deus para que Ele inspire à sociedade moderna sentimentos mais elevados, e que proteja a juventude, flor da sociedade e esperança da Pátria, porque dela depende o futuro grandioso de todas as nações.

Observação Indispensável

Não pretendi, neste opúsculo, publicar um trabalho científico ou literário, mas sim uma publicação simples e compreensível ao alcance de todos. Por isso, desculpar-me-á o caro leitor alguma falha gramatical ou literária.

– O Autor.
Sobre o namoro Reviewed by Editor on segunda-feira, abril 01, 2013 Rating: 5
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