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Um vencedor no Oriente


Beato Luís Stepinac, Bispo e Mártir.


Em 1946, o Cardeal Luís Stepinac, hoje beato, foi condenado injustamente pelo governo comunista da Iugoslávia a 16 anos de prisão.

Ao chegar à prisão de Lepoglava, ocorreu uma cena maravilhosa que aqui nos é narrada por um prisioneiro que lá estava e que conseguiu fazer chegar sua carta a um amigo.

«Mas agora, devo contar-lhe a causa da minha conversão. Certo dia do mês de outubro de 1946, no final da manhã havia um nervoso vaivém, gritos de comando, vozerio, assobios de atenção etc. Colocaram-nos em fila dupla ao longo do caminho central numa fúria de pauladas e blasfêmias. Depois cada um recebeu um projétil em mãos: Ovo, batata, tomate, todas as coisas estragadas. Em seguida, o comandante de Lepoglava dirigiu-nos a palavra nestes termos: “hoje trarão para cá o grande inimigo do povo e do Estado. Cada um de vocês recebeu um projétil para jogar nele. Quem de vocês atirar e feri-lo de cheio será libertado imediatamente; quem o atacar menos terá apenas reduzida a metade da pena, e quem não atirar nada será punido severamente”.

Nós trocamos olhares cheios de interrogação, pois era proibido falar.

Quem poderia ser este criminoso, inimigo do Estado e do povo? Estávamos ali de pé esperando, cerca de meia hora, quando se abriu o grande portão de entrada e apareceu a figura simples, mas nobre e imponente, do arcebispo de Zagreb, D. Luís Stepinac. Entre nós levantou um murmúrio consternado: “Meu Deus! Mas é Sua Excelência, o nosso arcebispo!”. E os componeses balbuciavam: Naš mili Loysek! (O nosso amado Loysek!).

Ele deu alguns passos, lançou sobre nós um olhar muito triste e com calma nos saudou: “Sejam louvados Jesus e Maria!”.

O que aconteceu naquele momento? Nenhuma mão se levantou. Os projéteis caíram por terra e nós todos nos pusemos de joelhos. E não só nós, mas até alguns guardas. O arcebispo, seguido pelos oficiais de polícia, avançou com passo firme abençoando paternalmente e olhando-nos com aqueles seus olhos tristes, mas cheios de amor e ternura. Esse olhar penetrou até o fundo de nossas almas. Havia entre nós católicos,... ateus e desgraçadamente também aqueles em cujas almas a religião fora extinta e renegada. Eu era desse número. Tornara-me inimigo da Igreja, até seu acérrimo perseguidor. Mas este acontecimento me impressionou tão fortemente que pensei serem a Religião e a Igreja Católica as únicas a formar homens desta têmpera.

Assim que a porta se fechou atrás do arcebispo, o porrete desceu mais forte do que nunca, marcando com sulcos as nossas costas, e as blasfêmias mais horríveis ecoaram na prisão; pontapés fizeram-nos voltar às nossas celas. A comida já tão insuficiente tornou-se mais escassa ainda. Assim, por quase seis meses, não pudemos receber nem pacotes, nem visitas de nossos parentes.

Mas tudo isto suportamos facilmente pensando que entre nós estava o nosso grande pastor que partilhava conosco das mesmas penas. Na minha alma esboçou-se de novo a luz da fé; fiz as pazes com a Santa Igreja e agora sou seu filho fiel. Deu Gratias!».

Em poucas épocas como na nossa se fizeram necessários Bispos que a exemplo do grande Cardeal Stepinac combatiam os inimigos da Santa Igreja. Este grande prelado combateu o comunismo e por isso foi perseguido. Peçamos a Nossa Senhora que nos dê santos Bispos que sejam para o povo cristão, modelos de fé, combatividade e amor a Deus.
Um vencedor no Oriente Reviewed by Renitência on quarta-feira, novembro 13, 2013 Rating: 5
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