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Francisco anunciará mudanças para os divorciados?


Clarín.com, 05 de abril de 2016
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

Supõe-se — e há muitos indícios disso — que nesta sexta-feira, dia 08 de abril de 2016, o Papa Francisco, em sua exortação apostólica sobre os Sínodos da Família de 2014 e 2015, um dos eixos de seu pontificado, colocará nas mãos dos bispos de todo o mundo a responsabilidade de escolher ou não um "caminho penitencial" que por um lado ratificará que o matrimônio católico é indissolúvel por vontade divina, e por outro considerará a possibilidade de que os divorciados recasados pelo processo civil possam recuperar a comunhão da qual foram privados, uma vez que vivem em situação de irregularidade grave com seus novos parceiros.

Isto quer dizer que o matrimônio religioso será dissolvido em certos casos, fazendo com que, a partir do Papa até os bispos, esta mudança histórica seja negada doutrinariamente, mas acatada nos fatos?

A maioria dos bispos alemãs concorda entre si que o "caminho penitencial" deve culminar na restituição dos sacramentos. E eles o aplicarão, como já ameaçaram várias vezes.

Mas é muito forte a resistência dos conservadores e defensores dos princípios doutrinários, como o guardião da ortodoxia da Igreja, o cardeal alemão Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e o influente cardeal da Guiné, Robert Sarah — prefeito da Congregação para o Culto Divino —, que conduz a maioria das igrejas africanas no caminho da defesa da pureza doutrinal. Müller e Sarah são dois dos mais importantes "ministros" do Papa no Vaticano.

Ambos, respaldados por um grupo minoritário de cardeais e bispos, sustentam que Cristo declarou indissolúvel o matrimônio e que nem a Igreja, nem o Papa podem violar a vontade divina. O "caminho penitencial" não pode terminar na "segunda oportunidade" matrimonial que a Igreja Ortodoxa aceita — a qual foi evocada pelo Papa argentino em uma conversa com jornalistas meses atrás. A Igreja pode viver um futuro tormentoso.

Qual é a experiência do pontífice? Em seu livro "Código Francisco", Marcelo Larraquy assinala que "quando era cardeal de Buenos Aires, a doutrina não era tema de interesse especial" para Jorge Bergoglio. "Ele estava mais preocupado com as soluções pastorais para a problemática dos seus fiéis", afirma o texto.

Depois de frisar que, na realidade da diocese de Bergoglio, os padres não negavam a doutrina a ser seguida, mas se sentiam livres para atuar no campo pastoral porque "Roma estava muito longe", Larraquy destaca que "a proibição canônica de dar a comunhão aos divorciados recasados não impedia que pudessem comungar em algumas paróquias".

No confessionário ou nos batismos, os padres geralmente não inspecionavam a situação conjugal do crente que vinha "para manter a comunhão com Deus".


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Atualização, 14 de abril de 2016, 18h05: acompanhe notícias e artigos sobre a exortação de Francisco no Renitência News através do marcador Amoris Laetitia.
Francisco anunciará mudanças para os divorciados? Reviewed by Editor on quinta-feira, abril 07, 2016 Rating: 5
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