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Três notas breves sobre Amoris Laetitia


Rorate Caeli, 12 de abril de 2016
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

1. Uma exortação apostólica não é, por sua própria natureza, um documento não-magisterial. A relevância magisterial de um documento papal é demonstrada pelo seu conteúdo, não pelo seu nome ou categoria. Ninguém duvida que Familiaris Consortio — a exortação de João Paulo II sobre o sínodo da família de 1980 — foi extremamente relevante na exposição de pontos importantes do Magistério. A própria Amoris Laetitia não se coloca como não-magisterial; o que diz, no sumamente explosivo parágrafo três, é que o Magistério não precisa ser invocado ou sofrer intervenção para responder todas as questões católicas. Por outro lado, neste mesmo parágrafo abre-se uma Caixa de Pandora que descentraliza o Magistério, criando uma força centrífuga que pode arruinar a unidade doutrinal da Igreja.

2. Trata-se de uma inverdade dizer que a Amoris Laetitia não é um assunto importante nem magisterialmente relevante. O atual Papa e seus sucessores não tomarão atitudes que não sejam relevantes para o Magistério, e os bispos, apressadamente, as invocarão em seus próprios pronunciamentos magisteriais. A exortação Amoris Laetitia, definitivamente, terá seu lugar em edições futuras do Denzinger e em qualquer revisão ulterior do Catecismo da Igreja Católica.

3. Francisco, em muitos de seus documentos anteriores à Amoris Laetitica — mas particularmente nesta exortação —, introduz um tipo de "princípio da incerteza" na doutrina católica e na hermenêutica sobre moralidade, matrimônio e vida familiar, e isso é em si mesmo magisterialmente relevante.
Três notas breves sobre Amoris Laetitia Reviewed by Editor on sábado, abril 16, 2016 Rating: 5
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